A Rota do Pescador Setúbal

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PRAIA DE TRÓIA

Praia de Tróia (Portugal) – Grande areal aberto com influência oceânica

A Praia de Tróia é um extenso areal aberto, com profundidade progressiva, bancos de areia e canais bem definidos, muito influenciada pelo oceano Atlântico e pela proximidade do estuário do Sado. É um cenário muito completo onde se podem pescar douradas, sargos, robalos, bailas e corvinas, com possibilidade de peixes de grande porte quando as condições o permitem.

Funciona especialmente bem com corrente moderada, aproveitando os canais e cortes de corrente que se formam entre bancos de areia, zonas onde o peixe entra para se alimentar com segurança. Com coeficientes muito baixos, costuma perder alguma atividade, enquanto com coeficientes altos e mar algo agitado, torna-se especialmente produtiva.

Os melhores momentos costumam ser as transições de maré, tanto na subida como na descida, quando a água começa a mover-se com intenção, mas permite uma boa apresentação da isca. Com mar totalmente calmo, pode ser mais difícil ativar o peixe, pelo que agradece algum mar de fundo.

Os ventos mais favoráveis costumam ser de componente oeste, sudoeste e noroeste moderados, que organizam o mar e ajudam a marcar bem os canais, ajustando sempre a zona e o momento de acordo com a espécie-alvo.

Quanto às iscas, neste cenário, tanto as iscas duras como as naturais funcionam especialmente bem: choco, polvo, galebiche, lingueirão e minhocas, adaptando o tamanho e a apresentação ao estado do mar e ao tipo de peixe que se procura.


 

PRAIA DE TRÓIA

Praia de Tróia Rio (Portugal) – Praia interior influenciada pelo estuário

A Praia de Tróia Rio situa-se na face interior da península, diretamente influenciada pelo estuário do Sado, o que a torna um cenário muito técnico onde o movimento da água e as correntes marcam totalmente a atividade. É uma zona muito interessante para robalos, bailas, sargos e douradas, com presença habitual de peixes de bom porte quando trabalhada corretamente.

Funciona especialmente bem com coeficientes médios, quando o estuário move água com intenção e concentra o peixe em canais, bordas de corrente e zonas de transição entre fundos. Com coeficientes baixos e altos, a pesca torna-se um pouco mais técnica, mas são igualmente produtivas se as condições de temperatura e ventos se verificarem.

Os melhores momentos costumam ser os inícios e fins de maré, tanto na subida como na descida, quando a corrente é aproveitável, mas não excessiva. Durante os picos de máxima corrente, convém procurar zonas mais protegidas, onde o peixe se posiciona para se alimentar sem gastar energia.

O vento tem uma influência secundária em relação à corrente, sendo preferíveis condições de vento fraco ou moderado, que não quebrem a deriva nem desloquem em excesso os aparelhos.

Quanto às iscas, neste tipo de cenário, destacam-se as iscas naturais e com rasto: choco, polvo, caranguejo, lingueirão, galebiche e minhocas resistentes, ajustando sempre o tamanho e a dureza ao nível da corrente e à espécie-alvo.